Prestes a ter o primeiro filho, o bancário Leandro Nakajima já está com a bolsa do bebê pronta. Sua esposa está grávida de 38 semanas e pode dar à luz Manuela a qualquer momento. Quando isso acontecer, ele terá os cinco dias de licença paternidade garantidos pela lei, e outros cinco que a sua empresa permite aos funcionários. Dias que fazem muita diferença.
— Fico feliz por ter o dobro de tempo. Moramos em Brasília e nossa família está no Rio. Sei o quanto é importante dividir atribuições de maneira equilibrada com minha mulher — diz Nakajima, que trabalha como consultor da Caixa Econômica e vai emendar a licença com 20 dias de férias.
Pouquíssimos brasileiros contam com um benefício como este. Diferente de outros países onde a licença paternidade pode se estender por vários meses, no Brasil, este debate ainda está ganhando fôlego, alimentado por pais, mães e entidades interessadas na promoção da igualdade de gênero. Há projetos de lei que tentam mudar a legislação, enquanto cidades e estados aprovam diferentes modelos do benefício para seus servidores. Mas há especialistas e empregadores que pedem cautela, em função dos custos que a dispensa pode gerar. Leia mais em O Globo.
