Nada como um dia depois do outro, dirá um observador desapaixonado (e sem alergia aos clichês) diante dos tumultos que acompanharam a votação, no Congresso, da manobra que assegurou ao governo Dilma Rousseff (PT) o descumprimento de suas metas para as contas públicas neste ano.
Vaias, protestos, altercações; as galerias da Casa tomadas por ativistas; palavras de ordem, faixas, hostilidades a parlamentares governistas –tudo fez lembrar, durante dois dias, os clássicos momentos em que sindicalistas, índios ou sem-terras se organizavam para pressionar o Legislativo.
Dessa vez, entretanto, a causa era outra, e sem dúvida distinta a extração social dos que participaram dos protestos. Só por renitente inércia intelectual, ou por decidido ato de má-fé, cumpriria contudo estigmatizar como “de direita” os manifestantes que ali estavam. Leia mais na Folha de S. Paulo.
