Jornalistas censuradas na Venezuela recebem prêmio nos EUA

4 de novembro de 2014 0

O dia era 16 de março, um domingo, e as jornalistas Tamoa Calzadilla e Laura Weffer sentiram na pele o peso de uma realidade que afeta grande parte da imprensa venezuelana: a censura. Funcionárias do diário “Últimas Noticias”, as duas trabalharam juntas na reportagem “Lo que hay detrás de las guarimbas” (O que existe por trás dos protestos), sobre as diferenças e semelhanças de jovens, manifestantes e policiais, que se enfrentavam à época pelas ruas de Caracas. Não era o enfoque pretendido pelos novos donos do jornal, um grupo pouco conhecido que mudou a linha editorial do veículo, aproximando-o do governo. Impedidas de publicar seu trabalho, as duas deixaram o jornal, mas a história se espalhou pela internet e foi reconhecida pela Universidade de Columbia com o Prêmio Maria Moors Cabot, um dos mais tradicionais do jornalismo internacional, concedido em meados de outubro.

— É muito difícil ser jornalista na Venezuela. É uma luta diária contra os donos dos veículos, as pressões do governo, as decisões judiciais — conta Tamoa ao GLOBO. — O que mais me deixa contente com o prêmio Cabot é que ele colocou luzes sobre o que está acontecendo na Venezuela. Nós não vamos nos render às pressões. Leia mais em O Globo.


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