O Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, completou 40 anos em 2014, sendo um exemplo de sucesso. Suas campanhas têm alcance médio de 90% da população almejada, enquanto em outras partes do mundo verificamos níveis preocupantes de 30 a 40%, o que explica surtos recentes de sarampo, rubéola e coqueluche nos EUA e Europa.
Os principais agentes desse programa são os laboratórios públicos oficiais, que garantem ao ministério a disponibilidade de vacinas com preços compatíveis. Os dois maiores produtores são Biomanguinhos e Instituto Butantan, responsáveis por 80% dos soros e vacinas disponibilizados ao PNI.
Ambos lutam, no entanto, para readequar suas plantas produtivas aos regulamentos impostos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para atender as boas práticas de fabricação. Essas ações aumentam a segurança e a qualidade dos produtos, porém demandam recursos volumosos, atualmente escassos no setor público.
O Instituto Butantan, por ser um departamento da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e não ter personalidade jurídica, confeccionou um modelo de terceiro setor em 1989, criando a Fundação Butantan para administrar de forma segura e ágil os recursos advindos de sua produção de imunobiológicos. Leia mais na Folha de S. Paulo.
