PSDB Mulher aposta na formação para contribuir para o combate à corrupção no Brasil

29 de agosto de 2014 0

 

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Vereador coronel Telhada, representante da Konrad Adenauer no Brasil, Felix Dane, deputado Federal, Mendes Thame, representante da GOPAC no Brasil, deputado Estadual Fernando Capez, Promotor de Justiça, José Carlos Blat e superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Roberto Troncon Filho

O PSDB Mulher São Paulo participou, nesta quinta-feira (28/08) e sexta-feira (29/08) do Seminário Combate à Corrupção e do Curso de Jornalismo Investigativo. O Seminário foi organizado pela Organização Global de Parlamentares Contra a Corrupção, rede internacional de parlamentares e ex-parlamentares (GOPAC) com representação no Brasil e o curso de Jornalismo Investigativo foi uma realização da AMARRIBO Brasil –  Amigos Associados de Ribeirão Bonito – Transparência Internacional no Brasil. Os dois eventos tiveram o apoio da Fundação Konrad Adenauer, de atuação mundial na educação para a democracia. O objetivo é  o enfrentamento da corrupção no Brasil com os mecanismos legais, instituições e a sociedade civil. Presidente da GOPAC no Brasil, o deputado Mendes Thame dividiu a mesa de abertura do Seminário Combate à Corrupção com o deputado Fernando Capez e o representante da Kornad Adenauer no Brasil, Felix Dane. Thame apontou as consequências sociais da corrupção. “Isso afeta a todos, sobretudo os mais desprovidos numa sociedade”, disse. Os recursos evadidos por essa prática no Brasil, como argumentou o deputado federal, contribuem para a miséria e impedem os investimentos em políticas públicas prioritárias. O prejuízo anual para o País vai de R$ 50 bilhões e R$ 85 bilhões, conforme a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). “É quase o orçamento da Saúde e muito mais que o do Bolsa Família”, comparou Thame. No mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima em 1 trilhão de dólares os gastos com subornos. A Corrupção leva  2,6 trilhões de dólares (5%) do PIB global. O deputado Fernando Capez lembrou casos como o da Máfia do Lixo e da Máfia dos Fiscais, em São Paulo, para pontuar a recuperação de recursos para o Estado e a punição pela justiça de envolvidos em crimes de corrupção como resultado dessa iniciativa contra a corrupção. “Só no caso da Máfia do Lixo foram devolvidos R$ 3 bilhões aos cofres públicos, mas o rito das ações de improbidade é lento”, ponderou o deputado estadual.

O Seminário, na Assembléia Legislativa de São Paulo, trouxe para os painéis sobre mecanismos  de combate à corrupção por meio das instituições, da legislação e da fiscalização o superintendente da Polícia Federal no estado, Roberto Troncon Filho e o promotor de Justiça José Carlos Blat. Com atuação em casos de repercussão nacional como o da Favela Naval, Blat usou a ação da Máfia dos Fiscais para abordar o papel do cidadão que denuncia. “A maior investigação que levou 70% das administração pública em São Paulo, começou com a denúncia de uma comerciante que deflagrou 4.500 denúncias seguintes sobre extorsão por parte de funcionários do setor público”, relembrou. O painel com Rosalvo Salgueiro, coordenador do Serviço Nacional de Paz e Justiça – SERPAJ/Brasil e José Ghizzotti, da AMARRIBO reforçou a participação da sociedade civil. “Temos de acabar com ‘o jeitinho’, ‘o rouba, mas faz’ e começar por nós essa mudança”, afirmou Salgueiro. Ele também usou o caso Petrobrás, em investigação, para alertar que um instrumento indispensável nesse processo, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) perdeu força e a credibilidade. Educação para a cidadania ganhou ênfase na sua conclusão. “Voto consciente é educação.” Para José Ghizzotti, vice-presidente do Conselho da AMARRIBO, o trabalho de fiscalização e de denúncia sobre corrupção nas menores esferas públicas, no caso a administração municipal é decisiva. “Tem de começar nas menores células da gestão pública.” O papel da mídia foi assunto do chefe de Redação da revista Veja, Diogo Shelp, que explicou como a imprensa recebe as denúncias e as transforma em notícia, passando pela análise de provas, a relação com as fontes e o acesso à informação, garantida por lei no Brasil. “A transparência é o mecanismo utilizado na Nova Zelândia, onde a corrupção tem o menor índice mundial”, argumentou.

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Seminário reuniu público de diferentes segmentos da sociedade civil

Legislação facilitou trabalho da mídia contra a corrupção

Ainda que o Brasil avance democraticamente para o acesso não só da imprensa, mas do cidadão, pela Lei de Acesso à Informação Pública e Lei da Transparência , as dificuldades para a investigações são de pessoal e de tempo que demandam na dedicação exclusiva disso, segundo o jornalista da Veja. Dependendo do caso, o volume de documentos para apuração que  comprove as denúncias torna a rotina desse trabalho ainda mais complicado. Os blogueiros, que participaram do curso de Jornalismo Investigativo iniciado no período da tarde de quinta-feira, com programação durante toda a sexta-feira (29/08) têm sido fornecedores de pautas para a grande imprensa, quando as denúncias publicadas já estão em fase mais avançada de investigação e até com provas divulgadas por estes canais da mídia. “Vocês devem sugerir as pautas para a grande imprensa e usar os blogs, a mídia alternativa para denunciar com matérias bem apuradas, com provas”, orientou a repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo, Adriana Carranca, convidada para falar sobre regras básicas de uma grande reportagem.  Participaram do curso, integrantes de ONGS, jornalistas e blogueiros. O uso da Lei de Acesso à Informação, narrativas em vídeo, defesa em processos contra  jornalistas, blogueiros e ativistas, casos reais de combate à corrupção no Brasil, cobertura segmentada do Legislativo Municipal e jornalismo de dados  foram apresentados no conteúdo. A coordenadora de Projetos da Fundação Konrad Adenauer no Brasil, Aline Soares encerrou a programação com a perspectiva de continuidade. “Temos todo o interesse em aprofundar os temas que foram abordados neste curso e estamos abertos a sugestões”, sinalizou. O representante da Fundação no Brasil, Feliz Dane, disse que a educação para a democracia não tem fim. “Essa é a prática na Alemanha, sede da Konrad Adenauer, que e pauta a nossa atuação em 120 países no mundo”, afirmou.

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Nancy Thame, vice-presidente do PSDB Mulher SP e do PSDB Mulher Nacional, Aline Soares e Felix Dane, da Fundação Konrad Adenauer

 

 


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