Reunidas nesta segunda-feira, em São Paulo, no encontro da Executiva Estadual, integrantes do Secretariado de Mulheres analisaram os resultados das eleições no primeiro turno e traçaram estratégias para seguir no apoio para o candidato da coligação Muda Brasil, Aécio Neves e o vice Aloysio Nunes, na reta final, até o dia 26 de outubro. “Estamos muito contentes com os resultados, temos a gestão do PSDB avalizada pelo voto do eleitor paulistano, que escolheu Geraldo Alckmin, José Serra no Senado para apoiar as transformações que São Paulo e o Brasil precisam e acreditamos em Aécio lá na Presidência da República”, afirmou a presidente do PSDB Mulher, Almira Garms, no comitê de Aécio Neves, na capital, onde ele concedia entrevista coletiva à tarde. Porém, com os dados consolidados sobre a votação das candidatas do PSDB, o Secretariado de Mulheres avalia que ainda há que conquistar mais apoio interno para que elas acessem os cargos eletivos. “Tivemos um desempenho aquém do que poderíamos alcançar, visto que concorremos com mais mulheres e com bons nomes”, comenta a presidente do PSDB Mulher Nacional, Solange Jurema. Certa de que o maior desafio é o investimento de recursos nas candidaturas das mulheres do partido, a presidente planeja dar continuidade à formação e qualificação, que tem sido o trabalho do Secretariado para o empoderamento, desde 2010. “No ano que vem faremos cursos para as mulheres eleitas, para que possam exercer melhor os seus mandatos. Já temos a parceria firmada com a Fundação Konrad Adenauer para esta finalidade”, anunciou.
A presidente do PSDB Mulher Nacional, Solange Jurema anuncia cursos para fortalecer os mandatos das eleitas em 2014
O Tribunal Superior Eleitoral divulgou o registro 26.172 candidaturas, 8.131 foram de mulheres, em 2014. Destas, 6.449 foram homologadas, o que configura o não cumprimento da cota de 30%, na prática, nestas eleições. O Senado terá cinco mulheres, sendo que duas foram reeleitas. Com as que já estão em mandatos, serão 11 as senadoras, uma a mais do que o quadro atual. Na Câmara dos Deputados, serão 51 deputadas, entraram seis parlamentares. Na Assembléia Legislativa de São Paulo, serão 11 deputadas num cenário de 91 cadeiras ocupadas, haverá uma mulher a menos do que atualmente. Cinco deputadas foram reeleitas. No geral, a presença de mulheres no Congresso Nacional não chega a 15% para 2015.
Mais mulher na política
No dia 5, enquanto os resultados das urnas chegavam, as candidatas paulistas que tentavam aumentar a composição dos parlamentos mandavam notícias sobre os votos, suas posições na disputa. Patrícia Juliani, candidata à Assembléia Legislativa de São Paulo obteve 10.397 votos. “Estou muito contente com este resultado e no sábado volto ao caminhão de som para agradecer e para pedir que as pessoas votem em Aécio no segundo turno”, disse. O PSDB São Paulo teve três mulheres eleitas para o parlamento estadual, Maria Lúcia Amary, com 120.300 votos, Analice Fernandes, 151.400 e Célia Leão, com 101.700. Na Câmara Federal, o partido também reelegeu Bruna Furlan, com 178,606, a maior votação registrada, e Mara Gabrilli, com 155.143 votos. Mara defende um empenho maior político-partidário para que mais mulheres aumentem sua presença. Para ela, a maior barreira para isso ainda é a cultural. “Acho que pouco a pouco as mulheres estão ocupando espaço e de forma limpa. Eu quero muito isso porque é uma política feita de forma diferente, não estou nem falando da qualidade, é que o olhar feminino sobre as coisas é mais sensível. Deveria haver mais incentivo para as mulheres, você vai à periferia, a maioria das lideranças de bairro é mulher. Para estimular isso, é preciso oferecer cursos de política, qualificar as lideranças”, disse a deputada, que criou as políticas de acessibilidade no Brasil.
Deputada Federal reeleita, Mara Gabrilli defende mais apoio político-partidário para as mulheres acessarem os cargos eletivos
As diretrizes das mulher na política estampam todas as manifestações do Secretariado do PSDB em eventos e na campanha





