Saúde da mulher recebe atenção especial na gestão de Alckmin

12 de setembro de 2014 0

Um dos assuntos que mais preocupam os eleitores, que neste ano serão 52% mulheres, é a saúde. Foi o que revelou o Instituto Datafolha, num levantamento feito com 2.126 pessoas em 134 municípios, entre e 6 e 10 de junho deste ano. O programa Saúde da Mulher do Governo de São Paulo atua na elaboração e na coordenação de diversas frentes de ação para a promoção da saúde e do bem estar desse segmento populacional, garantindo às mulheres desde o direito ao planejamento reprodutivo, à atenção humanizada na gravidez, parto e puerpério, com acesso a uma rede integrada de serviços de saúde dotada de infra-estrutura física e tecnológica nas diversas unidades para atendimento.  A prevenção, o diagnóstico e o tratamento adequado de doenças estão no centro dessa política de atenção à mulher.

 O direito ao nascimento seguro das crianças, ao crescimento e ao desenvolvimento saudável também estão garantidos, com ênfase igualmente dada à redução da mortalidade materna, um objetivo perseguido pelo programa. Por isso, faz-se o monitoramento das taxas por Região junto com o Comitê de Mortalidade Materna e Infantil de São Paulo e o governo incentiva a implantação de Comitês Regionais de Mortalidade Materna para acompanhar a situação de cada região ativamente, com maior aproximação. Da mesma forma se incentiva a redução da taxa de cesáreas no Estado e se motiva ao parto seguro, humanizado.

 Na atenção dada à Saúde da Mulher está compreendido o acesso à anticoncepção. O programa trabalha com levantamentos de prevalências e necessidades para compra dos contraceptivos. Atua para manter estoque regulador de contraceptivos e complementar à distribuição feita pelo Ministério da Saúde.

PROGRTAMA MULHERES DE LEITE

Mulheres de Peito é referência nacional na prevenção do câncer de mama

Visando a conscientização e prevenção de câncer de mama o Estado lançou, em dezembro de 2013, o programa Mulheres de Peito. A iniciativa visa ampliar o acesso e incentivar as mulheres a realizarem exames de mamografia pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em todo o Estado. Para isso, quatro carretas-móveis percorrem os municípios paulistas.

Por meio das unidades móveis, cerca de 60 mil mamografias a mais devem ser realizadas anualmente, pelo objetivo deste programa para as mulheres entre 50 e 69 anos de idade. Elas não precisam de pedido médico de mamografia para a realização do exame nas unidades móveis. Pacientes fora dessa faixa etária também poderão realizar os exames, mas desde que tenha em mãos um pedido médico que pode ter sido emitido tanto pela rede pública quanto particular.

As carretas possuem 15 metros de comprimento, 4,10 metros de altura e, quando abertas, 4,90 metros de largura. Além do mamógrafo, cada veículo é equipado com aparelho ultrassom, conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, antenas de satélite, computadores, mobiliários e sanitários. As unidades móveis de mamografia contam com uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos e um médico ultrassonografista.

No interior das carretas, as mulheres podem fazer exames de mamografia de segunda à sexta-feira, das 9h à 20h, e aos sábados, das 9h às 13h, exceto feriados. As imagens captadas pelos mamógrafos são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (Sedi), serviço da Secretaria que emite laudos à distância, na capital paulista. O resultado sai em até 48 horas após a realização do procedimento. Caso seja detectada qualquer alteração no exame, a paciente é encaminhada para o serviço de referência para investigação e tratamento, caso necessário.

Outro programa desta área é o Qualicito (Qualificação Nacional em Citopatologia) visa a prevenção do câncer do colo do útero no âmbito da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas. Consiste na definição de padrões de qualidade e na avaliação da qualidade do exame citopatológico do colo do útero por meio do acompanhamento do desempenho dos laboratórios públicos e privados prestadores de serviços para o SUS. Os principais objetivos são promover a melhoria contínua da qualidade dos exames citopatológicos ofertados à população; promover a melhoria dos padrões de qualidade dos laboratórios públicos e privados prestadores de serviços para o SUS que realizam o exame citopatológico, além de estabelecer critérios e parâmetros de qualidade. Também é responsável por garantir a educação permanente dos profissionais de saúde e monitorar, por meio do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN) ou do sistema de informação vigente, os indicadores de qualidade dos exames citopatológicos.

 

O Governador, o Governador Geraldo Alckmin, Participa do Primeiro Sábado sem Barreiras

Hospital Pérola Byington é pioneiro no atendimento à vítimas de violência sexual

O Centro de Referência da Mulher,  Hospital Pérola Byington, na capital paulista, além de prestar atendimento em diversas áreas relativas à saúde a mulher, tem o Programa “Bem-me-quer”, que visa agilizar o atendimento a mulheres vítimas de violência sexual com funcionando 24h e é pioneiro no Brasil. Uma parceria entre as Secretarias da Saúde, Segurança Pública e Desenvolvimento Social, além da Procuradoria Geral do Estado, criado em dezembro  de 2001, realiza cerca de 20 atendimentos/dia. Por ele, as vítimas recebem apoio psicológico, médico e jurídico. O Programa aumenta a eficácia das medidas preventivas de gravidez indesejadas e doenças, além do tratamento de lesões físicas e atendimento psicológico. De 2001 até 2014 foram atendidos aproximadamente mais de 58.000 casos.

 A partir deste programa criado do Pérola, foi criada a  Rede de Atenção à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Sexual,  uma expansão do modelo pioneiro e bem-sucedido do programa “Bem-me-quer”. Oferece assistência integrada às mulheres que sofrerem violência doméstica ou abusos sexuais em outros locais do Estado. Atualmente a rede conta com 3 unidades em funcionamento, sendo elas o Hospital Pérola Byington, CAISM da Unicamp em Campinas e SEAVIDAS no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Mais uma unidade está em implantação, no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos e outros Centros poderão ser incorporados à rede.

 O atendimento conta com médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e outros. Além de assistência psicológica e social, as pacientes recebem no mesmo centro de referência apoio à prevenção da gravidez decorrente da violência sexual, incluindo a realização de abortos previstos em lei; tratamento para traumatismos genitais; contracepção de emergência; medicamentos para evitar infecções por HIV, Doenças Sexualmente Transmissíveis e hepatites. O objetivo é que essas unidades prestem atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência doméstica e sexual, acolhendo-as sob o ponto de vista de saúde pública.

 Outros programas da unidade são o Projeto “Sábado sem Barreiras”, lançado em 2012, que prevê atendimento multiprofissional a mulheres com deficiência, com enfoque na prevenção ginecológica e Projeto Jovens Adolescentes, que oferece orientação geral sobre saúde da mulher, todas as terças à tarde, a cerca de 40 jovens trabalhadoras da região central por mês.

 Além disso, o Hospital também é referência em reprodução humana, sendo o único serviço que oferece o serviço de reprodução assistida via SUS, de forma integralmente gratuita.  O Centro de Reprodução Humana realiza cerca de 300 ciclos de fertilização assistida de alta complexidade por ano, além de 100 ciclos de técnicas não invasivas, como a inseminação intrauterina. As técnicas de alta complexidade são representadas pela fertilização “in vitro” convencional e pela injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). 

 Referente a Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), a parte de Saúde da mulher, o Estado trabalha na avaliação e monitoramento da distribuição dos insumos necessários à profilaxia de DST, orientação de uso da pílula do dia seguinte e acesso aos serviços que realizam aborto previsto em lei nos serviços em funcionamento. Atua também na distribuição e Elaboração de Nota Técnica em parceria com a Assistência Farmacêutica do Estado de 1.000 Aspiradores Intrauterinos (AMIU) e Misoprostol em unidades de saúde estaduais e municipais. Em parceria com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e Saúde do Adolescente, atua na coordenação e participação no lançamento e manutenção da Campanha da Vacina contra o HPV no Estado de São Paulo.

 

 


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